quarta-feira, 11 de julho de 2012


A galinha-d'angola (Numida meleagris), também conhecida por guiné, galinha-do-mato, capote, capota, sakué, pintada ou fraca é uma ave da ordem dos Galliformes, originária da África e introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses, que a trouxeram da África Ocidental.


No Brasil, a ave é conhecida por vários nomes, dependendo da região, sendo chamada de cocá, tô fraco ou angolista, ou ainda, erroneamente, de galinhola. É conhecida também por servir de oferenda em alguns rituais, especialmente para Oxum.



Dividida em três espécies: a branca, a cinza-azulada e a pintada, muito comum em criações populares destinadas ao corte. Esta espécie não é recomendada para criações ornamentais, pois não possui raça pura e é rejeitada no comércio.
galinha d'angola branca


Sua criação é feita em liberdade, nas fazendas, atingindo grande desenvolvimento em certas regiões.
Há dois tipos ou raças de angolinhas mais criadas: a branca e a cinza com pintas brancas. Não há diferença entre elas, senão na cor, portanto, a escolha depende do gosto do criador.

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galinha d'angola cinza-azulada
A galinha d"Angola produz uma carne muito apreciada e, segundo muitos gourmets, o peito dessa ave, quando bem preparado, é um prato tão gostoso e fino quanto o do faisão.
Para a produção de ovos, não podem competir com as galinhas porque seus ovos, apesar de terem qualidade e gosto semelhantes, são bem menores e de menor valor de mercado. Além disso, sua postura é pequena, indo de 20 a 30 ovos antes de cada incubação
Ovos de galinha-d'angola
Comportamento
As aves ficam nervosas facilmente. São extremamente agitadas, muitas vezes chegando ao stress. São aves de bando: vivem em bandos, locomovem-se em bandos e precisam do bando para se reproduzir, pois só assim sentem estímulo para o acasalamento. E, como grupo, são organizadas.

Cada grupo tem seu líder, o que é fácil de constatar no momento em que se alimentam: o líder vigia enquanto seus companheiros comem e, só depois de verificar que está tudo em ordem, é que começa a comer.

São aves rústicas e fáceis de criar, excepto num ponto: deixadas soltas, escondem os ninhos com o requinte de botar os ovos em camadas e ainda cobertos por palha ou outro material disponível.
As galinhas-d'angola não são boas mães, raramente entrando no choco. Fazem posturas conjuntas, com ninhadas de até quarenta ovos dispostos em camadas. Desta forma, somente os ovos de cima recebem o calor da ave e descascam. São inquietas e arrastam os pintos para a humidade, podendo comprometer a sobrevivência deles.

Em criações em cativeiro, é recomendável recolher os ovos e colocá-los em incubadoras ou deixá-los serem chocados por uma galinha.

Subespécies
Existem nove subespécies:
  • Numida meleagris sabyi Hartert, 1919
  • Numida meleagris galeata Pallas, 1767
  • Numida meleagris meleagris (Linnaeus, 1758)
  • Numida meleagris somaliensis Neumann, 1899
  • Numida meleagris reichenowi Ogilvie Grant, 1894
  • Numida meleagris mitrata Pallas, 1767
  • Numida meleagris marungensis Schalow, 1884
  • Numida meleagris damarensis Roberts, 1917
  • Numida meleagris coronata Gurney, 1868

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